O Tejo é mais belo


Recebemos alguns e-mails de pessoas pedindo o poema "O Tejo é mais belo", do qual nos utilizamos da primeira estrofe para compor o nosso artigo de inicio de ano. Ei-lo então:


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.


O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.

Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai

E donde ele vem.

E por isso porque pertence a menos gente,

É mais livre e maior o rio da minha aldeia.


Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
Alberto Caeiro

Nota: Alberto Caeiro é um dos Heterônimos de FERNANDO PESSOA

Isso é uma vergonha!

O preconceito e a afronta aos mínimos hábitos democráticos se confirmam pelas atitudes da TV Bandeirantes em não receber nossa carta de protesto e pelo tratamento desrespeitoso da jornalista Albertina, subordinada a Boris Casoy.Eis a íntegra da carta que tentamos entregar ao apresentador Boris Casoy e que fomos obrigados a protocolar na TV Bandeirantes, que também não nos recebeu:
“São Paulo, 4 de Janeiro de 2010

De: Sindicato dos Garis de São Paulo

Para: TV Bandeirantes e Boris Casoy

Fazemos questão de registrar, formalmente, nossa indignação com a frase do apresentador Boris Casoy, da TV Bandeirantes, no dia 31 de dezembro de 2009, quando afirmou: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores, responsáveis pela limpeza da nossa Capital.O esforço que os trabalhadores e trabalhadoras fazem, apesar de enfrentarem atitudes preconceituosas como a expressa por Boris Casoy, muito nos orgulha pois sabemos que somos parte integrante da preservação da saúde pública de nossa querida São Paulo.

Moacyr Pereira, presidente do Siemaco-SP, Sindicato dos Garis e Varredores de São Paulo.”

Utilidade Pública

CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA!!! Ligue agora 0800-619619 (a ligação é gratuita e aceita celular)e pressione os deputados e senadores. Se não, de nada adiantará a vontade popular.
Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados, disponibilizacanal 0800 para população votar contra a taxa de telefonia fixa
A Câmara dos Deputados disponibiliza o canal de comunicação gratuito 0800-619619, para que a população possa votar Contra ou a Favor no projeto de lei No.5476/2001, que proibe a cobrança da taxa de assinatura mensal de telefonia, que tramita na Comissão de Defesa do Consumidor. Em São Paulo a taxa de assinatura é de: R$ 40,37 (residencial) e R$ 56,08 (comercial). O Projeto de Lei será votado em março de 2010 é você pode ser um protagonista desse processo.
Entrando em vigor esta lei, você só pagará pelas ligações efetuadas, acabando com esse ESTELIONATO LEGALIZADO que é a assinatura mensal de telefonia fixa. COMO PROCEDER???
O telefone a ser discado (0800-619619), de segunda à sexta-feira das 08 às 20h00) é da Câmara dos Deputados Federal.
É só Ouvir o menu, Aperte 1 e Espere o atendimento eletrônico. Para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo aperte novamente a Opção 1 e aguarde a confirmação do seu voto.
Você já parou pra pensar por que esse tipo de assunto, que mais interessa os menos favorecidos, NÃO é veiculado na TV ou no rádio???
É improvável que os "garbosos" deputados e senadores venham a encaminhar alguma proposição que contrarie os interesses de grandes corporações, como as empresas de telefonia.Então, pensando nisso, VOCÊ além de ligar no O800, expresse a sua vontade à favor do projeto encaminhando um e-mail para todos os deputados e senadores. Pressione, se não de nada acontece.
Envie uma cópia para TODOS OS SEUS CONTATOS AGORA!
FORUM PERMANENTE TVC Comissão de Defesa do Consumidor

Cinemas terão cota mínima para filmes brasileiros


Decreto assinado pelo presidente Lula aponta que salas deverão ter 28 dias de exibição de produções nacionais por ano .

05/01/2010.

O decreto 7.061/2009, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece a cota mínima de dois filmes brasileiros diferentes e 28 dias de exibição nos complexos comerciais de cinema em 2010.
A "Cota de Tela" será regulamentada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e tem como objetivo promover a auto-sustentabilidade da indústria e o aumento da produção cinematográfica. Nos últimos três anos, a obrigatoriedade da cota de exibição também foi fixada em 28 dias.
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor da Ancine, Mário Diamante, disse que a cota de tela é sem dúvida a principal ferramenta para ajudar na expansão do cinema brasileiro. Ele ressaltou que é interessante a agência ter mantido essa estabilidade por criar condições de planejamento para as empresas exibidoras e distribuidoras.
A obrigatoriedade abrange as empresas proprietárias, locatárias ou arrendatárias de salas pertencentes à mesma empresa exibidora e que integrem espaços ou locais de exibição pública comercial localizados em um mesmo complexo.
O número de dias e filmes diferentes exibidos varia de acordo com a quantidade de salas em cada complexo. Grandes complexos com vinte salas, por exemplo, terão uma cota de 64 dias e exibirão até 11 filmes distintos.
As informações são da Agência Brasil.

Repaginando o Blog


Nesse inicio de 2010 , resolvemos repaginar nosso blog .Vários assuntos, noticiados na midia, que a primeira vista parecem não ter nada a ver com a proposta do blog, se bem analisados, descobriremos que tem sim relação ou refere-se de algum modo a cultura, a arte e a história já que tudo o que acontece neste planeta tem relação direta ou indireta com o homem que é o autor da História, o produdor da Cultura e o criador das diversas expressões da Arte. Assuntos relativos a politica, preconceito, etc. também fazem parte da História e da Cultura das civilizações. Algumas vezes os textos, por mais resumidos que tentemos postá-los podem ser extensos. Mas criamos esse blog para os interessados em aumentar seus conhecimentos independente do nº de parágrafos apresentados. Publicaremos as noticias mais divulgadas bem como opiniões abalizadas de pessoas que entendam o assunto aqui apesentado. É claro que continuaremos postando assuntos de interesse local, principalmente no que se refere à Cultura, às Artes e à História de nossa terrinha afinal , como disse Fernando Pessoa no poema de seu heterônimo Alberto Caeiro,
"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. "

Casa de Cultura Popular de Nova Cruz/RN-Palácio Lauro Arruda Câmara

LULA, O FILHO DO BRASIL


Desde que foi produzido, o filme "Lula, o filho do Basil", tem sido bombardeado pela critica de forma violenta. Finalmente o filme foi lançado e como cinema também é arte e cultura, navegando pela net, descobrimos uma análise que vai de encontro a tudo o que se tem falado sobre esse filme. E já que, devido nossa localização "geográfica", não teremos a possibilidade de assisti-lo em menos de 02 anos quando algum canal de TV resolver exibi-lo; ou não quisermos apelar para a reprodução pirata, e para que não caiamos na rede da mídia inimiga do país, vale a pena ficar a par de outra opinião; afinal tudo o que acontece pode ser visto por várias perspectivas e como diz o ditado:"toda unanimidade é burra"...
"Recife (PE)Publicada em:06/01/2010 - Há menos de 48 horas, assisti ao filme “Lula, o filho do Brasil”. Essa é uma obra que a gente vê com algumas idéias prévias, porque nunca, na história, se falou tão mal de um filme. Nos jornais, na tevê, nas revistas, antes da estréia o filme que não conhecíamos era propaganda eleitoral, vigarice, com uso desonesto da máquina pública. Hoje, nos jornais, o filme mudou para a categoria de obra medíocre, indigna de ser vista. Nos textos e chamadas vem agora a mensagem que não é mais subliminar: “Grande público, corra desse filme”. Sabemos todos quanto os meios de comunicação prezam a inteligência e sensibilidade humana.
Então o colunista, que faz parte desse grande público, concluiu: se falam tão mal, e com tamanha insistência, a obra tem valor. E por isso fui, e vi.
Já no começo, há um choque no peito, que toma conta da gente, enquanto vê as cenas: terra seca, brasileiros partindo de pau-de-arara rumo a uma tentativa de vida melhor. Como tantos e muitos outros até hoje, poderia ser dito, é certo, mas com a diferença, e aí é que vem o maior choque, o saber que um desses brasileiros partiu da carência de tudo para chegar a ser o presidente mais popular do mundo. É como se fosse uma fábula real. Melhor: é uma fábula verdadeira, é um Andersen de final feliz, o patinho menos que feio se transformar em muito mais que um cisne.
Mas então a gente pigarreia, espanta a emoção, e cai em outras imagens comoventes. Em conceitos moventes, que movem toda a gente. Por exemplo, as ideias dos pobres na crença do valor do trabalho. Em um tempo de tanta sacanagem, como são bem-vindas essas lições/ideias. Há uma cena irresistível, quando o Lula adolescente suja com óleo o macacão limpo, para se exibir à vizinhança e à mãe. Eu sou um trabalhador, mãe. Eu agora sou gente. Ela sorri. E vem crescendo com ele, a partir daí, até ser ultrapassada pela vida do rebento, a pessoa dessa mãe. Ela, ali como aqui, ali como em todo lugar, é uma fundadora de personalidade.
No entanto, não existe apelação, apelo sentimental, sentimentalismo em “Lula, o filho do Brasil”. Os olhos mais críticos já fizeram a justa observação de que o filme é desprovido de ritmo ou tensão dramática. Ou seja, nele não há um conflito básico, ou conflitos cruciais desenvolvidos à emoção veloz ou com paciência multiplicados. Nem mesmo, o que seria propaganda pura, mas dentro da “gloriosa” tradição de Hollywood, o herói sozinho contra o resto do mundo, o self-made-man típico, que se faz só. É inesquecível a cena do discurso no estádio, quando um alto-falante coletivo é construído pela multidão de sindicalistas, que gritam em sucessivas ondas um discurso.
No filme não há tampouco o cara de moral incorruptível. Pelo contrário, em mais de uma oportunidade, vemos a sobrevivência esperta a favor do humano. Assim, um filho mente para o pai analfabeto, e escreve o contrário da vontade do pai, quando escreve à mãe que venha para São Paulo. (“Venha para não morrer”, sabemos.) Ou quando Lula, um secretário do sindicato, usa de toda a argúcia para ganhar o coração da mulher por quem está apaixonado.
É verdade que em mais de uma ocasião a gente vê o personagem Lula transbordar das imagens, porque sabemos algo de sua história e importância. Então sentimos, percebemos o personagem ir além das margens extremas da tela. Isso não se dá só pela duração do filme, pela quantidade de anos de vida selecionados – isso se faz pelos momentos essenciais que ficam ocultos. As coisas mais cruas e duras são omitidas. Por exemplo, quando o Lula menino pegou da boca de um colega o chiclete mascado. Por exemplo, quando bebeu da água que até os animais rejeitam. Ou a intensidade da dor de ver a mulher falecer de parto, como tantos pobres do Brasil já viram, e jamais tiveram a sua dor expressa.
É horrível o esquemático – o corte de qualquer filme na construção de um personagem gera insatisfação. Os recursos com que a literatura conta não sobrevivem na cirurgia da montagem. Pior, a escolha nem sempre é a mais sensível, onde cortar, onde avultar, onde crescer. Lula, o personagem, sabemos todos, é maior que o PT, é bem maior que o sindicalismo, porque ele vem com a força da história, como uma encarnação da força que o povo tem. Dos muitos severinos, joões, marias e lindus.
No fim do filme, na imagem imóvel da posse presidencial, ouvimos Luiz Gonzaga. Então nos levantamos, muito contra a vontade, com uma certeza: toda a luta, a luta toda valeu a pena. “Só trazia a coragem e a cara, viajando num pau-de-arara”, ouvimos. E concluímos, em silêncio: eu penei, mas aqui cheguei. "
Uriano Mota- escritor, jornalista, autor de Soledad no Recife, recriação dos últimos dias de Soledad Barret, mulher do Cabo Anselmo, executada pela equipe de Fleury com o auxilio de Anselmo

Aumenta o nº de alunos interessados na música clássica




Apesar das dificuldades enfrentadas pela Casa de Cultura, o ano de 2009 foi proficuo para o grupo de pequenos músicos da escolinha da Casa. Alunos do Ensino Fundamental da Escola Estadual Alberto Maranhão visitaram as dependências do Palácio Lauro Arruda Câmara (levados por suas professoras) e ficaram visivelmente entusiasmados com a recepção que o maestro Júlio César lhes fez quando apresentou alguns instrumentos, respondeu perguntas e solicitou de alguns alunos da escolinha que fizessem uma breve demonstração tocando alguns clássicos. O resultado dessa visita é que aumentou consideravelmente o número de alunos matriculados e motivados a enveredarem pelo caminho da arte e cultura de que somos tão carentes nesse país.