Informativo - BONECAS KARAJÁ

O mais novo Patrimônio Cultural Brasileiro foi aprovado pelo Conselho Consultivo, em Brasília
As Bonecas Karajá acabam de entrar para a lista dos bens registrados como Patrimônio Cultural Brasileiro. Nesta quarta-feira, 25, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido em Brasília, aprovou o Ofício e os Modos de Fazer essas obras de arte, que, além de serem uma referência cultural nas aldeias indígenas, representam, muitas vezes, a única fonte de renda das famílias.
O conselho, formado por 22 especialistas de diversas áreas, é presidido por Luiz Fernando de Almeida, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura.  Todos os processos de tombamento e registro são avaliados pelo conselho.
A proposta referente às bonecas Karajá foi apresentada ao Iphan pelas lideranças indígenas das aldeias Buridina e Bdè-Burè, localizadas em Aruanã, Goiás – GO, e das aldeias Santa Isabel do Morro, Watau e Werebia, localizadas na Ilha do Bananal, Tocantins – TO, com anuência de membros das aldeias Buridina, Bdè-Burè e Santa Isabel do Morro.
Bens Protegidos
O registro foi comemorado. Luiz Fernando de Almeida, por exemplo, que preside o Iphan, ressaltou o  trabalho do órgão de ampliar o número de bens protegidos em todo o país e de alterar a interpretação do que é patrimônio cultural. Para ele, o registro do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá “representa uma dimensão de reconhecimento como patrimônio a cultura de comunidades indígenas, como o povo Karajá, ainda pouco conhecida, mas que é fundamental dentro do processo de formação do nós somos do povo brasileiro”.
(Fotos das bonecas: Telma Camargo da Silva)
(Foto da reunião do Conselho: Núbia Selen, Ascom/Iphan)



Conferência Estadual de Cultura

  Para a surpresa das equipes da Casa e do Ponto de Cultura de Nova Cruz, recebemos um telefonema da FJA de que haveria, e realmente aconteceu, dia 17/01/2012, no auditório da Casa de Cultura Popular de Nova Cruz, a Conferência Estadual de Cultura com a presença da Assesssora Juridica da Fundação José Augusto Ivanira Machado e a Coordenadora das Casas de Cultura do Estado Joana D'Arc que estão percorrendo todo o Estado e divulgando a política cultural do governo depois da aprovação do FEC, já sancionado pela governadora e apresentando alguns projetos e editais da SEC. A referida equipe informou e pediu para que divulgássemos, da reapresentação pelo governo do projeto que cria o SEBAM-RN, ( Sistema de Bandas de Musica do RN ),logo no inicio das atividades da ALRN, (2012 )com a destinação de 5% dos recursos do FEC, para  ser destinado as Bandas de Música.Ivanira nos afirmou que este ano o Governo do Estado dará às bandas de música uma atenção especial, inclusive com muitos editais para o setor, cursos de formação, encontros etc
Vale salientar o comparecimento de representantes da cultura do municipio -artistas, agentes culturais, presidentes de associações, professores, artesãos, etc. como também secretários de cultura de municipios vizinhos, além da presença do atual prefeito da cidade que pela primeira vez em quase quatro anos de administração, entrou pela primeira vez na Casa de Cultura. 
Nós que fazemos o Ponto de Cultura juntamente com a equipe da Casa de Cultura estranhamos que estivesse ocorrendo uma conferència estaduaal de cultura sem que antes tenha havido uma conferência municipal. Segundo Ivanira Machado assessora Juridica da FJA, o comunicado do teor  da reunião foi feito à prefeitura de Nova Cruz que evidentemente não deu a devida importância ao evento, gerando mais uma vez a desinformação para com os fomentadores da cultura do municipio. Mas, como a Cultura é uma Fênix,  coisas acontecem para fazê-la ressurgir das cinzas por mais que "Neros" tentem eliminá-la pois   como sabemos, ela é inerente ao ser humano.
Fotos de eduagreste.blogspot.com/

O reinicio

No mês de agosto  que além de comemorar o Folclore também homenageia os profissionais da fotografia e o nosso mais conhecido profissional da área, Sr. Abilio Alves, realizou uma exposição de seu acervo fotográfico na Casa de Cultura abrindo assim as atividades da Casa que continua lutando bravamente para manter suas portas abertas ao público. Na reunião compareceram convidados de Nova Cruz e da vizinha cidade de Santo Antônio contando também, na abertura da exposição, com a primeira audição da Filarmônica União Juvenil criada pelo Ponto de Cultura tendo Amarildo como responsável pela regência da mesma.



Os atuais Agentes de Cultura da Casa e a Coordenadora de Cultura do Ponto.

Oficina paraProjetos Culturais


Aconteceu dia 31/10/2011, a primeira oficina para elaboração de Projetos Culturais ministrada pelo BNB em parceria com o BNDES e superlotou o auditório da Casa de Cultura.Compareceu um número bem maior que o esperado pois marcaram presença representantes dos diversos setores da cultura de toda a .região Agreste e Litoral Sul do Estado.
Ao término da oficina, houve a apresentação do cordelista "Xexéu"(João Gomes Sobrinho) que emocionou a plateia ao recitar o poema de sua autoria "O apelo do Concriz"

Atividades Iniciadas

O Ponto de Cultura iniciou suas atividades com a realização das primeiras oficinas: A Oficina de Música foi a primeira a dar o" pontapé inicial"tendo a frente o regente Amarildo desempenhando sua função de forma impecável. Posteriormente, virão as oficinas de teatro de bonecos e de circo cujas inscrições já estão abertas esperando apenas o reinicio das aulas da rede pública de ensino para que a divulgação atinja a clientela especifica do projeto: preferencialmente jovens dos 08 aos 18 anos alunos que estejam frequentando as escolas públicas do municipio. Claro que não havendo o preenchimento total das vagas estas serão preenchidas por interessados de faixa etária maior.Para maiores informações, procurar os associados do Ponto de Cultura no 2º piso da Casa de Cultura Popular da cidade ou os Agentes da própria Casa de Cultura.

O que é um Ponto de Cultura?



“Os Pontos de Cultura são espaços permanentes de experimentação, encanto, transformação e magia.” Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República.

São entidades reconhecidas e apoiadas financeira e institucionalmente pelo Ministro da Cultura que desenvolvem ações de impacto sócio-cultural em suas comunidades.

O Ponto de Cultura não tem um modelo único, nem de instalações físicas, nem de programação ou atividade. Um aspecto comum a todos é a transversalidade da cultura e a gestão compartilhada entre poder público e comunidade. Pode ser instalado em uma casa ou em um grande centro cultural. A partir deste ponto desencadei-se um processo orgânico agregando-se novos agentes e parceiros e identificando novos pontos de apoio; a escola mais próxima, o salão da igreja, a sede da sociedade dos amigos do bairro ou mesmo a garagem de algum voluntário.

Potencializam iniciativas e projetos culturais já desenvolvidos por comunidades, grupos e redes de colaboração, através de convênios estabelecidos com entes federativos. Fomentam a atividade cultural, aumentam a visibilidade das mais diversas iniciativas culturais e promovem o intercâmbio entre diferentes segmentos da sociedade.

O Ponto de Cultura é a ação prioritária e o ponto de articulações das demais atividades do Programa Cultura Viva.

“O Ponto de Cultura e “uma espécie de ‘do-in’ antropológico, massageando pontos vitais, mas momentaneamente desprezados o adormecidos, do corpo cultural do País” Gilberto Gil, Ex-ministro da Cultura.

São entidades reconhecidas e apoiadas financeira e institucionalmente pelo Ministro da Cultura que desenvolvem ações de impacto sociocultural em suas comunidades. Somam, até abril de 2010, 2,5mil em 1122 cidades brasileiras, atuando em redes sociais, estéticas e políticas

Os Pontos de Cultura são a expressão mais visivel do avanço das políticas culturais do Brasil nos últimos 8 anos, onde as políticas públicas e dedicaram ao reconhecimento e valorização da dimensão da diversidade cultural do povo brasileiro, democratizando as ferramentas de produção, expressão e comunicação, padrões tecnológicos livres, criação de ambientes reais e virtuais de articulação em rede,promovendo a autonomia e o protagonismo social através da cultura.

O que é o Programa CULTURA VIVA


UMA GESTÃO EM REDE, COMPARTILHADA E TRANSFORMADORA

O Cultura Viva é concebido como uma rede orgânica de criação e gestão cultural, medido pelos Pontos de Cultura, sua principal ação. A implantação do programa prevê um processo contínuo e dinâmico, e seu desenvolvimento é semelhante ao de um organismo vivo, que se articula com atores pré-existentes. Em lugar de determinar (ou impor) ações e condutas locais, o programa estimula criatividade, potencializa desejos e cria um ambiente propício ao resgate da cidadania pelo reconhecimento da importância da cultura produzida em cada localidade.
O efeito desejado é o envolvimento intelectual e afetivo da comunidade, criando uma mágica motivadora na qual os cidadãos se sentem cada vez mais estimulados a criar e participar.

O programa incentiva o processo de reinterpretação cultural e estimula a aproximação entre diferentes formas de representação artística e visões de mundo.
“Aqui se faz cultura” pode ser um dos lemas dos Pontos de Cultura, que, ao serem reconhecidos com sujeitos, também reconhecem os outros, intensificando a troca entre si. O papel do Ministério da Cultura é agregar recursos e novas capacidades a projetos e instalações já existentes, oferecendo equipamentos que amplifiquem as possibilidades do fazer artístico e recursos para uma ação contínua junto às comunidades. São objetivos do Cultura Viva: • Ampliar e garantir o acesso aos meios de fruição, produção e difusão cultural; • Identificar parceiros e promover pactos com diversos atores sociais governamentais e não governamentais nacionais e estrangeiros, visando a um desenvolvimento humano sustentável, tendo na cultura “a principal forma de construção e expressão da identidade nacional, a forma como o povo se reinventa e pensa criticamente”; • Incorporar referências simbólicas e linguagens artísticas no processo de construção da cidadania, ampliando a capacidade de apropriação criativa do patrimônio cultural pelas comunidades e pela sociedade brasileira como um todo; • Potencializar energias sociais e culturais, dando vazão à dinâmica própria das comunidades e entrelaçando ações e suportes dirigidos ao desenvolvimento de uma cultura cooperativa, solidária e transformadora; • Fomentar uma rede horizontal de “transformação, de invenção, de fazer e refazer, no sentido da geração de uma teia de significações que envolvem a todos”; • Estimular a exploração, o uso e a apropriação dos códigos de diferentes meios, linguagens artísticas e lúdicas, nos processos educacionais bem como a utilização de museus, centros culturais e espaços públicos em diferentes situações de aprendizagem, e o desenvolvimento de uma reflexão crítica sobre a realidade na qual os cidadãos se inserem; • Promover a cultura enquanto expressão e representação simbólica, direito e economia.Conheça o Programa Cultura Viva, acesse o site: www.cultura.gov.br