ASSANGE DENUNCIA IMPERIALISMO NA INTERNET

Em livro recém-lançado o fundador do WikiLeaks alerta os países da América Latina sobre o uso e controle da rede pelos Estados Unidos.


Ficha técnica
Título: Cypherpunks
Subtítulo: Liberdade e o futuro da internet
Autores: Julian Assange (com Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmermann) 
Tradução: Cristina Yamagami
Apresentação: Natalia Viana 
Quarta capa: Slavoj Zizek
Páginas: 168


O australiano Julian Assange ficou mundialmente conhecido como o editor-chefe do site WikiLeaks, que há pouco mais de dois anos passou a divulgar milhares de documentos secretos do governo dos Estados Unidos, muitos dos quais relativos aos despachos de diplomatas sobre suas atividades em outros países. Perseguido pelo governo estadunidense e ameaçado de prisão na Europa, ele está asilado há quase um ano na embaixada do Equador, em Londres.

Defensor da liberdade de expressão na Internet e militante do movimento cypherpunk, que prega a adoção da criptografia (linguagem cifrada) para proteger a privacidade dos indivíduos, empresas e estados, Assange reuniu, em 20 de março de 2012 (quando se encontrava em prisão domiciliar no Reino Unido), três amigos e colegas especializados e dedicados à Internet, para um debate sobre a situação e o futuro da rede, especialmente no que diz respeito ao enfrentamento do crescente domínio autoritário do que circula no ciberespaço.
O encontro resultou no livro “Cypherpunks – Liberdade e o Futuro da Internet”, de Julian Assange, Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmermann, lançado no Brasil pela Boitempo Editorial, com apresentação da jornalista Natália Viana e prefácio e introdução do próprio Assange.
América Latina
É exatamente no prefácio para a América Latina, datado de janeiro de 2013, que o criador do WikiLeaks avança na análise da dimensão política da Internet num mundo marcado pela desigualdade entre países, com diferenças e domínios estabelecidos pela tecnologia, capacidade financeira, poderio militar etc. Para ele, a luta por soberania, agora, precisa levar em conta a autonomia e a proteção de cada país contra o enorme sistema de vigilância criado em toda a rede, controlado pelos Estados Unidos e alguns grupos privados.
Diz Assange: “A vigilância de uma população inteira por uma potência estrangeira naturalmente ameaça a soberania. Intervenção após intervenção nas questões da democracia latino-americana nos ensinaram a ser realistas. Sabemos que as antigas potências colonialistas usarão qualquer vantagem que tiverem para suprimir a independência latino-americana”.
pOR

Mais adiante, ele lembra que todos os caminhos da Internet na América Latina, via fibra óptica ou satélites, passam pelos Estados Unidos, e que “Todos os dias centenas de milhões de mensagens vindas de todo o continente latino-americano são devoradas por órgãos de espionagem norte-americanos e armazenadas para sempre em depósitos do tamanho de cidades”.
Soberania

É claro que os governos negligentes com a soberania de seus países, ou alheios aos projetos nacionais, não se importam com esse tipo de apropriação e controle estratégicos. Ao mesmo tempo, segundo Assange, governos e militares latino-americanos que adquiriram, no mercado, programas criptográficos para a proteção de seus segredos de Estado, foram simplesmente logrados – porque a maior parte das empresas que vende tais dispositivos “possuem vínculos estreitos com a comunidade de inteligência norte-americana”. Assim, o que deveria proteger segredos, serve para roubar segredos.
Ao defender a criptografia – contra a vigilância da Internet – para proteger as liberdades civis e individuais, assim como a soberania e independência dos países, o editor-chefe do WikiLeaks afirma: “Ela {a criptografia} pode ser utilizada para combater não apenas a tirania do Estado sobre os indivíduos, mas a tirania do império sobre a colônia”.
O livro é mais um alerta para todos nós, cidadãos, que utilizamos diariamente a rede mundial. E é também um bom puxão de orelhas nos governos que, ingenuamente, ainda não se deram conta do novo campo de atuação do imperialismo. Alertar não faz mal a ninguém.
Por Hamilton Octavio de Souza - jornalista e professor.

Paixão de Cristo encenada na Paraíba


Esta é uma história verídica! Aconteceu numa cidadezinha lá nos confins da Paraíba. 
O dono do circo, em passagem pela cidade, sabendo quão religiosa era sua comunidade, resolveu encenar a Paixão de Cristo, na Sexta-Feira Santa. O elenco foi escolhido dentre os moradores locais e, no papel principal - de Jesus Cristo – colocaram o cara mais 'gato' da cidade.

Os ensaios iam de vento em popa quando, às vésperas do evento, o dono do circo soube que 'Jesus' estava de caso com sua mulher. Furioso, o corno deu-se conta que não podia fazer escândalo pois iria por a perder todo o trabalho e o investimento que fizera pra montar a peça.
Pensou, pensou...
Na véspera do espetáculo, comunicou ao elenco que iria participar fazendo o papel do centurião!!!
- Mas como? - reclamaram todos - Você não ensaiou!
- Não é preciso ensaiar, porque centurião não fala!
Mesmo sem gostar, o elenco teve que aceitar; afinal, o cara era o dono do show.
Chegou o grande dia. A cidade em peso compareceu. No momento mais solene, a platéia chorosa em profundo silêncio... Jesus carregando a cruz... e o 'centurião' começa a dar-lhe chicotadas. De verdade.
- Oxente, cabra, tá machucando! - Reclamou 'Jesus', em voz baixa .
- É pra dar mais veracidade à cena, devolveu o 'centurião'.
E tome mais chicotada... lept, lept, o chicote comendo solto no lombo do infeliz.. Até que 'Jesus' que já reclamara bastante, enfureceu-se de vez, largou a cruz no chão, puxou uma peixeira e partiu pra cima do 'centurião ' :
- 'Vem, desgraçado! Vem cá que eu vou te ensinar a não bater num indefeso'!
O 'centurião' correndo, 'Jesus' com a peixeira correndo atrás, e a platéia em delírio gritando:
- 'É isso aí! Fura ele, 'Jesus'! Fura, que aqui é a Paraíba, não é Jerusalém não'!
Enviado por Leonardo Arruda 

MILAGRE EM BRASILIA, FILHO DE MILITAR É EXEMPLO



Essa matéria merece uma atenção especial....

O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi,proporcionalmente, o mais bem votado do país com 266.465 votos, 18,95%
dos  votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa. Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem(14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável  (nem se ele quiser poderá voltar atrás).

Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado cotão. Os R$ 23.030,00 que teria direito por mês, reduziu para R$ 4.600,00. Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável.

Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 MILHõES
(isso mesmo R$ 2.300.000,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros
512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos
seria superior a R$ 1,2 BILHÃO.

A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar
pode ser de qualidade custando bem menos para o  contribuinte do que
custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores, (afirmou Reguffe em discurso no plenário).

Todos deveriam seguir esse exemplo.
Repasse... faça a sua parte, pois a dignidade deste Sr. José Antonio
Reguffe é respeitável e louvável.
Mais informações na ISTO É:


O deputado Reguffe é filho de um OFICIAL DE MARINHA, já falecido. Vale
a pena dar a maior divulgação, para mostrar que ainda há esperança.

AMA DE LEITE


Venderam o meu sonho
Venderam o amor 
Venderam meu sorriso
Venderam minha dor 
Vendido em leilão
Moendo em moinho
Plantei meu suor 
Reguei com o meu sangue
Meu sonho maior 

Meu corpo bonito
Minha bela cor 
O filho no ventre
Pertencem ao senhor 

Filho nos braços
Foste arrancado
Vendido em leilão
Praças e mercados

Gritos e gemidos
Lágrimas roladas ao chão
Leite esbanjado
Serve ao filho patrão

Dança, minha negra, dança
Ao som dos tambores
Grita, minha negra, grita
Grita teus clamores

Canta, minha negra, canta,
Que alguém há de te escutar 
Dança, minha negra, dança
Que a liberdade viráVenderam o meu sonho
Venderam o amor
Venderam meu sorriso
Venderam minha dor
Vendido em leilão
Moendo em moinho
Plantei meu suor
Reguei com o meu sangue
Meu sonho maior

Meu corpo bonito
Minha bela cor
O filho no ventre
Pertencem ao senhor

Filho nos braços
Foste arrancado
Vendido em leilão
Praças e mercados

Gritos e gemidos
Lágrimas roladas ao chão
Leite esbanjado
Serve ao filho patrão

Dança, minha negra, dança
Ao som dos tambores
Grita, minha negra, grita
Grita teus clamores

Canta, minha negra, canta,
Que alguém há de te escutar
Dança, minha negra, dança
Que a liberdade virá

DIREITOS SUBTRAÍDOS PELO PODER PÚBLICO


A escritora Iara Maria Carvalho enviou ao Blog o seguinte comentário:
Dizem por aí que a CULTURA será vinculada à Secretaria de Turismo aqui em Currais Novos. Vincular a cultura à secretaria de turismo nada mais seria que a legitimação do que já é real aqui na nossa cidade, por parte do poder público: a valorização, tão-somente, da cultura de eventos. Vincular uma área tão vasta e complexa como a cultura à área de turismo é, com certeza, privar a população de oportunidades de crescimento individual e coletivo, de ampliação de horizontes, de conquista de novos valores.
A cultura de eventos, tão costumeira em nossa região, que somente se destina a promover e-ventos (com ações provisórias que não deixam frutos, pois que levadas facilmente com os “ventos”), tolhe a inteligência das pessoas e serve, muitas vezes, para proliferar práticas destrutivas no nosso cotidiano (a prostituição e as drogas são o exemplo mais comum). Devemos aplaudir à atitude da nova gestão de Cerro Corá, que está consoante às práticas que vêm sendo perpetuadas em todo o Brasil, através de mudanças tão significativas que o Governo Federal, ao longo dos últimos 10 anos têm feito.
Prova disso são os frutos deixados aqui em Currais Novos, por meio de ações da sociedade civil, como o Ponto de Cultura da Associação que funciona na Casa de Cultura e o Ponto de Leitura que funciona no Casarão de Poesia. É preciso fomentar ações continuadas, que priorizem à sensibilização de crianças, jovens, adultos e idosos, à formação de agentes culturais e de novos artistas, à desalienação quanto aos destinos de nossa sociedade… Não podemos ir na contramão do cenário nacional.
O escritor e professor de música Wescley Gama também comentou:
O Orçamento Municipal de Currais Novos para 2012 previa mais de UM MILHÃO de reais para a rubrica “CULTURA”. Como esse dinheiro foi gasto eu não sei. Só sei que para todas as Associações, juntas, receberem R$ 147.000,00 o recurso teve que ser BLOQUEADO pela justiça. Acredito que boa parte do recurso destinado à sigla CULTURA deveria ser usado para OCUPAR o tempo dos jovens (não só deles, claro).
Pois é mais importante para a sociedade um adolescente ficar o ano inteiro fazendo um curso de teatro, música ou pintura, ou ir uma noite apenas assistir uma banda caríssima no meio da rua, falando palavrões e incentivando o uso de drogas? Para mim parece óbvio…
Para que se possa melhor gerenciar o Fundo Municipal de Cultura, é importante ter uma secretaria própria. É preciso haver iniciativas que contemplem toda a diversidade cultural da nossa região.
É preciso dar aos nossos jovens a oportunidade de participarem de oficinas, cursos de todas as áreas da arte. É importante possibilitar a fruição artística como sensibilização das pessoas. Apoio a criação de uma Secretaria de Cultura em Currais Novos, formada por uma equipe QUE ENTENDA DO ASSUNTO!