O que é um Ponto de Cultura?



“Os Pontos de Cultura são espaços permanentes de experimentação, encanto, transformação e magia.” Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República.

São entidades reconhecidas e apoiadas financeira e institucionalmente pelo Ministro da Cultura que desenvolvem ações de impacto sócio-cultural em suas comunidades.

O Ponto de Cultura não tem um modelo único, nem de instalações físicas, nem de programação ou atividade. Um aspecto comum a todos é a transversalidade da cultura e a gestão compartilhada entre poder público e comunidade. Pode ser instalado em uma casa ou em um grande centro cultural. A partir deste ponto desencadei-se um processo orgânico agregando-se novos agentes e parceiros e identificando novos pontos de apoio; a escola mais próxima, o salão da igreja, a sede da sociedade dos amigos do bairro ou mesmo a garagem de algum voluntário.

Potencializam iniciativas e projetos culturais já desenvolvidos por comunidades, grupos e redes de colaboração, através de convênios estabelecidos com entes federativos. Fomentam a atividade cultural, aumentam a visibilidade das mais diversas iniciativas culturais e promovem o intercâmbio entre diferentes segmentos da sociedade.

O Ponto de Cultura é a ação prioritária e o ponto de articulações das demais atividades do Programa Cultura Viva.

“O Ponto de Cultura e “uma espécie de ‘do-in’ antropológico, massageando pontos vitais, mas momentaneamente desprezados o adormecidos, do corpo cultural do País” Gilberto Gil, Ex-ministro da Cultura.

São entidades reconhecidas e apoiadas financeira e institucionalmente pelo Ministro da Cultura que desenvolvem ações de impacto sociocultural em suas comunidades. Somam, até abril de 2010, 2,5mil em 1122 cidades brasileiras, atuando em redes sociais, estéticas e políticas

Os Pontos de Cultura são a expressão mais visivel do avanço das políticas culturais do Brasil nos últimos 8 anos, onde as políticas públicas e dedicaram ao reconhecimento e valorização da dimensão da diversidade cultural do povo brasileiro, democratizando as ferramentas de produção, expressão e comunicação, padrões tecnológicos livres, criação de ambientes reais e virtuais de articulação em rede,promovendo a autonomia e o protagonismo social através da cultura.

O que é o Programa CULTURA VIVA


UMA GESTÃO EM REDE, COMPARTILHADA E TRANSFORMADORA

O Cultura Viva é concebido como uma rede orgânica de criação e gestão cultural, medido pelos Pontos de Cultura, sua principal ação. A implantação do programa prevê um processo contínuo e dinâmico, e seu desenvolvimento é semelhante ao de um organismo vivo, que se articula com atores pré-existentes. Em lugar de determinar (ou impor) ações e condutas locais, o programa estimula criatividade, potencializa desejos e cria um ambiente propício ao resgate da cidadania pelo reconhecimento da importância da cultura produzida em cada localidade.
O efeito desejado é o envolvimento intelectual e afetivo da comunidade, criando uma mágica motivadora na qual os cidadãos se sentem cada vez mais estimulados a criar e participar.

O programa incentiva o processo de reinterpretação cultural e estimula a aproximação entre diferentes formas de representação artística e visões de mundo.
“Aqui se faz cultura” pode ser um dos lemas dos Pontos de Cultura, que, ao serem reconhecidos com sujeitos, também reconhecem os outros, intensificando a troca entre si. O papel do Ministério da Cultura é agregar recursos e novas capacidades a projetos e instalações já existentes, oferecendo equipamentos que amplifiquem as possibilidades do fazer artístico e recursos para uma ação contínua junto às comunidades. São objetivos do Cultura Viva: • Ampliar e garantir o acesso aos meios de fruição, produção e difusão cultural; • Identificar parceiros e promover pactos com diversos atores sociais governamentais e não governamentais nacionais e estrangeiros, visando a um desenvolvimento humano sustentável, tendo na cultura “a principal forma de construção e expressão da identidade nacional, a forma como o povo se reinventa e pensa criticamente”; • Incorporar referências simbólicas e linguagens artísticas no processo de construção da cidadania, ampliando a capacidade de apropriação criativa do patrimônio cultural pelas comunidades e pela sociedade brasileira como um todo; • Potencializar energias sociais e culturais, dando vazão à dinâmica própria das comunidades e entrelaçando ações e suportes dirigidos ao desenvolvimento de uma cultura cooperativa, solidária e transformadora; • Fomentar uma rede horizontal de “transformação, de invenção, de fazer e refazer, no sentido da geração de uma teia de significações que envolvem a todos”; • Estimular a exploração, o uso e a apropriação dos códigos de diferentes meios, linguagens artísticas e lúdicas, nos processos educacionais bem como a utilização de museus, centros culturais e espaços públicos em diferentes situações de aprendizagem, e o desenvolvimento de uma reflexão crítica sobre a realidade na qual os cidadãos se inserem; • Promover a cultura enquanto expressão e representação simbólica, direito e economia.Conheça o Programa Cultura Viva, acesse o site: www.cultura.gov.br

NORDESTINO É "O CÃO CHUPANDO MANGA"!

Depois da guerra, depois das mortes, depois do massacre, ou seja, depois de tudo, veio o doutor Euclides e cunhou a célebre frase “O sertanejo é antes de tudo um forte”. Oxente, seu doutor, não precisava tanto, bastava dizer que o sertanejo, antes de mais nada, é o cão chupando manga.

Seu Euclides, embora fosse crânio dos crânios – até porque era sociólogo, escritor, jornalista, engenheiro e professor -, na verdade quis fazer foi uma mediazinha com o sertanejo, talvez querendo se desculpar por ter ficado do lado mais forte daquela guerra estúpida.

Então, seu doutor, antes de tudo, o sertanejo é o cão de calçolão, é o istopô do Judas, é um fio do cabrunco da moléstia, é o raio da silibrina da gota serena.

E aí, caro leitor, complicou? Não entendeu?

O seguinte é este: aos olhos e ouvidos de quem não conhece as falas, os modos e costumes nordestinos, tais expressões podem soar como os piores desmerecimentos, desqualificações e xingamentos, quando, na verdade, são os mais puros, sinceros e naturais elogios dados e recebidos em nossas plagas nordestinas.

Simplifiquemos num só exemplo, numa só expressão: “O cão chupando manga”. Essa frase, no seu sentido original, expressa um baita elogio. É como se dissesse “Fulano é o diabo fazendo isso”.

- Ariano Suassuna é um escritor maravilhoso, não é?

- Afff Maria, é o cão chupando manga!

Depois que saiu das fronteiras da região e passou a ser usada a grosso modo por falantes ou escribas não nordestinos e, portanto, não contextualizados, essa expressão acabou, às vezes, ganhando outra conotação, contrária ao sentido original. De elogio rasgado passou a ter um tom jocoso, negativo.

Às vezes, o não-nordestino é levado a achar que esse cão que “chupa manga” é o cachorro (canis familiaris). Então, como a cena de um cão chupar manga é um tanto quanto insólita e esquisita, a expressão “o cão chupando manga” acabou sendo usada (fora do Nordeste) para se referir a algo ou alguém esquisito, estranho, feio, bizarro, pavoroso.

Na origem da expressão, porém, esse cão que chupa manga não é um cachorro. Esse cão que chupa manga é o demo, o tinhoso, satanás, belzebu, o diabo. É que nordestino chama cão de cachorro. E chama o diabo de cão. Ou seja, cão é eufemismo para não dizer o nome do tinhoso.

Na fala coloquial, nós nordestinos não costumamos elogiar nada nem ninguém de forma direta, aberta, objetiva, certinha. Que nada! Nós elogiamos é de forma indireta, subjetiva, informal, escrachada, esculhambada, xingada – e tome-lhe nome de doença, praga, palavrões.

Em Salvador, é um baita elogio o cara ser chamado de putão, miseravão – é aquele que se dá bem, principalmente com as mulheres. Em Sergipe, “fio do cabrunco” é o cara que é bom em tudo. É por aí…

Quando se diz que a cantora Claudinha Leitte “é bonita cumaporra” se quer dizer que ela é linda demais. Quando se diz que “Ivete é o cão para cantar”, se quer dizer que ela é o diabo para cantar, canta muito bem. “Ela no palco é o cão”, ou seja, ela no palco é o diabo.

Uma piada que se conta na Bahia é que, certa vez, um sergipano foi conhecer a Igreja do Bonfim, levado por um baiano. Quando lá chegaram, ainda do lado de fora, o sergipano ficou admirado com aquela obra de arte sacra e falou pro baiano: “Eita igreja bonita da desgraça!”. Aí o baiano emendou: “Quer ver o cão, entre”.

A expressão “o cão chupando manga” é absoluta e nordestinamente igual a “o cão de calçolão” (a vogal “o” tem som aberto = calçólão). Lembrando que, no Nordeste, calçola é o que os nossos compatriotas do Centro-Sul chamam de calcinha.

Então, que me perdoe o doutor Euclides da Cunha, esteja ele onde estiver, mas o sertanejo não é, antes de tudo, um forte. O sertanejo, aqui amplificado para o nordestino, é antes de tudo e depois de tudo o cão de calçolão. Ou o cão chupando manga.

FONTE: MarceloTorres, jornalista ,baiano,mora em Brasília – marcelocronista@gmail.com ehttp://marcelotorres.zip.net/

SIMPATIA-Primeiro de Maio

Na luta irmão
na palavra expressão de sentimento
na organização fermento
Trabalhadores são a riqueza da nação

Compadeço-me diante àqueles que direitos não vêem
de lançar mão de regime escravo
que, sendo os mais humildes o suficiente não tem
Quem os livra de jornada e imposto pesado ?

Ergo uma bandeira, a de liberdade
que só pode haver com justiça e igualdade
No mais íntimo me comovo
diante o desprezo à grande parte deste povo

Alinhavo minha fibras aos que esperam
Abraço o pensamento dos que perseveram
busco tecer atitude
que acolhe o trabalho como suprema virtude

Aos aristocratas, burgueses e burocratas falta convicção
nada lhes falta, desconhecem empatia
e dos diferentes não enxergam a valentia
Aos esquecidos e ou ilustres trabalhadores minhas saudações

Virginia Fulber

Lenda Urbana III

Final da década de 1960. Nova Cruz ainda não contava com os serviços da energia elétrica de Paulo Afonso. O que iluminava a cidade era um motor, movido a Diesel, que funcionava das 18 às 22 horas. Certa noite. chovia fininho... após o sinal de que se aproximava a hora das luzes se apagarem, um rapaz conhecido, integrante da socedade local, vinha apressadamente para casa quando foi abordado por uma linda mulher que pediu-lhe o favor de acompanhá-la até as imediações da ponte sobre o rio Curimataú. Por se tratar de beldade nova na cidade, o rapaz, prontamente favoreceu-a com a sua companhia e o amparo de seu guarda-chuva. Seguiram caminhando rua afora em diração ao destino dado pela moça. No trajeto, o rapaz passou por amigos que se encontravam nas esquinas em um último "dedo de prosa" antes da escuridão se abater sobre a cidade. Ao chegar perto da ponte, e fazer mensão de parar, o rapaz é surpreendido por outro pedido da misteriosa desconhecida: ela pede que ele a acompanhe até o outro lado da ponte...
Sem saber exatamente o porquê, o rapaz sente uma estranha sensação de mal estar repentino na presença daquela bela mulher e educadamente, nega-se a continuar acompanhando-a. A figura misteriosa agradece e perde-se na escuridão da ponte que na época não era iluminada. Ao fazer apressadamete o caminho de volta para casa, o rapaz é interpelado por seus amigos sobre para onde ele estaria indo sozinho aquela hora...se era algum "encontro proibido", ou porque desistira e voltara. Espantado o rapaz referiu-se à bela mulher a quem estava acompanhando e para sua surpresa, nenhuma das pessoas que encontrou no caminho, havia visto a tal mulher: todos o viram sozinho aquela hora, a caminho da ponte. Sem acreditar no que o rapaz contou, chegaram a procurar a tal mulher nas imediações, mas nem sinal dela! O tempo passou e segundo o rapaz, o que o fez desistir de continuar acompanhando aquela misteriosa desconhecida foi o perfume que dela exalava. Era um perfume enjoativo quase insuportável e que ele veio a identificar tempos depois quando compareceu ao enterro de uma pessoa da cidade: O perfume daquela mulher era idêntico ao das flores que cobrem o corpo do defunto após a noite do velório! Segundo ele, até hoje, passados cinquenta anos, sempre que lembra do fato, sente o "perfume" daquela noite.
Fonte: Ivan Lúcio

Quem é Crispiniano Neto?

Joaquim Crispiniano Neto, poeta cordelista, com aproximadamente 150 folhetos de Literatura de Cordel Nordestina já publicados.
Membro eleito para a Cadeira no. 06 da Academia Mossoroense de Letras e Presidente Comissão Gerenciadora da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, recebeu o Título "Poeta dos Direitos Humanos do RN" e o Troféu "Colaborador da Cultura Brasileira" e Menção Honrosa nos 400 Anos de Natal.
Atualmente é Diretor Geral da Fundação José Augusto, cargo correspondente ao de secretário de Cultura do Estado do Rio Grande do Norte e é representante do Fórum dos Secretários de Cultura dos estados do Brasil na Câmara Setorial do Livro e Leitura. É membro titular do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte e membro titular do Conselho Estadual de Turismo do Rio Grande do Norte, onde defende o desenvolvimento do Turismo Cultural.
Foi empossado no dia 1º. de agosto de 2008, na Cadeira de nº. 36 da ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel (
www.ablc.com.br), sediada no Rio de Janeiro. É jornalista provisionado, mantendo coluna diária no Jornal de Fato, de Mossoró (www.defato.com) e é articulista do site patrialatina.com.br, sediado na Bahia. Está fundando a Revista Brasileira de Literatura de Cordel junto à editora IMEPH.
Fonte: Dani Tristão- Forum Permanente TVC

AUDIÊNCIA PÚBLICA - Propostas prioritárias eleitas na II CNC foram apresentadas ao Senado Federal







Dirigentes do Ministério da Cultura participaram de Audiência Pública na manhã desta quarta-feira, 24 de março, no Senado Federal, atendendo a convite da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. O objetivo da iniciativa foi a apresentação das 32 prioridades para a área cultural eleitas na II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), realizada no início deste mês, em Brasília. Pelo MinC, estavam presentes o secretário executivo Alfredo Manevy e o coordenador executivo da II CNC, João Batista. Também compareceram representantes de instituições estaduais e municipais e da classe artística, dentre os quais o diretor-presidente da Fundação de Cultura e Comunicação do Acre, Daniel Zen; o diretor da Fundação Cultural de João Pessoa, Chico César; e a cantora e compositora Sandra de Sá.
Durante a audiência, os participantes foram unânimes em ressaltar a necessidade de apoio parlamentar e da sociedade para acelerar a votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal das propostas relacionadas à área cultural, em especial as referentes ao Marco Regulatório e ao Orçamento para a Cultura, como a PEC 150.
A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), vice-presidente da Comissão, afirmou que “em relação à cultura não há nem um tipo de diferenciação partidária. “Não me surpreendeu, embora me deixe muito feliz, ver que a prioridade mais votada da Conferência era aquela que amalgamava, por escolha dos delegados, justamente os vários Projetos de Lei e Propostas de Emendas Constitucionais que tramitam no Congresso Nacional”, disse o secretário executivo do MinC.
“Temos que criar oportunidades iguais para todos. Esperamos de nossos representantes que as propostas retornem de maneira concreta aos estados e municípios”, reforçou Chico César, acrescentando que “era o Brasil inteiro dizendo que queria mudar”.
A grande participação popular - cerca de 200 mil pessoas, somando todas as etapas - também foi destacada durante a apresentação. “A qualidade do que foi produzido em propostas nos dá um elenco fenomenal e expressivo do que está se debatendo e construindo nos últimos anos na cultura brasileira”, ainda ressaltou João Batista, ao relatar os números e explicar o processo de construção da II CNC.
Mídias digitais, intolerância religiosa, inclusão de novos segmentos culturais, valorização da transmissão de saberes populares, promoção da identidade e da diversidade cultural brasileira, ampliação do acesso à cultura para a população e o fortalecimento das culturas indígenas e quilombolas, dentre outras propostas de prioridades estratégicas, estão dentre as relacionadas.Todo mundo trabalha junto. A cultura é a força, a raiz de um povo e não há como deixar de lado o apoio irrestrito”. E destacou: “Sem dinheiro, pouco se faz Cultura”. Sobre a Conferência Nacional de Cultura, Alfredo Manevy esclareceu que, apesar de ter superado as expectativas, o resultado positivo já era esperado.
Fonte: site do Ministério da Cultura