VALE CULTURA
Em bairros distantes nas grandes cidades, assim como em munícipios de médio porte, o impacto será enorme. Fiz um cálculo rápido, apenas para exemplificar: uma cidade com 80.000 habitantes deve ter 10.000 pessoas com acesso ao Vale Cultura, isso representa R$ 500 mil/mês, ou R$ 6 milhões/ano; um bairro como Cidade Tiradentes, na periferia de SP, com 300 mil habitantes, deve ter entre 40 e 50 mil pessoas com acesso ao Vale (entre R$ 25 a R$ 20 milhões/ano). Atualmente são raras as cidades ou bairros nestas condições que contam com salas de cinema, livrarias ou teatro. Com o Vale Cultura haverá uma nova fonte de recursos a ativar o consumo local; como e onde essas pessoas irão gastar o Vale Cultura? Claro que muitas poderão ser capturadas pela indústria cultural e eventos de qualidade duvidosa, assim como poderão consumir em outros lugares, que não o de suas maradias, mas se houver uma ação efetiva dos agentes culturais comprometidos (como Pontos de Cultura) e gestores públicos, esses recursos poderão ser utilizados para ativar todo um novo circuito de produção e circulação da cultura. Empreendedores poderão se sentir estimulados a abrir salas de cinema, teatros ou livrarias, coletivos artísticos poderão oferecer espetáculos de boa qualidade e a bom preço, assim como oficinas culturais. Lembro da Claudia Borges Guarani-Kaiowá falando que o custo de um curso de música ou dança no Ponto de Cultura de Santa Fé do Sul (SP, fronteira com o MS, às margens do rio paraná) é de R$ 15 por criança, que agora poderá ser pago com o Vale Cultura; assim como espetáculos realizados em Pontos de Cultura, que se colocarem o ingresso a R$ 5 permitirão que uma família com 5 pessoas poderá se se sentir estimulada a frequentar mensalmente um espetáculo de teatro infantil, ou música, ou teatro (dará para assegurar dois esperáculos por mes!). Ainda como exemplo, se o Ponto de Cultura Pombas Urbanas, conseguir oferecer atividades que arrecadem 1% do total do Vale Cultura disponível na Cidade Tiradentes, conseguirão acesso a R$ 300 mil/ano, conquistanto sua tão sonhada sustentabilidade, e com muito menos burocracia ou necessidade de intermediação junto às empresas patrocinadoras. Enfim, com o Vale Cultura, uma grande avenida se abre à produção, circulação e acesso aos recursos e aos bens organizados da Cultura.
Por fim, reitero meus parabéns às pessoas que foram fundamentais em todo este processo, em especial à Jandira Feghali (como competente presidente da Frente Parlamentar da Cultura), à ministraMarta Suplicy (por ter conseguido "destravar" a lei), ao ex-ministro Juca Ferreira, Alfredo Manevy eDanilo Zimbres e a tod@s que contribuiram para a construção de um novo tripé (Lei Rouanet, via renúncia fiscal e financiamento da produção cultural/Fundo Público, via programas como o Cultura Viva e os Pontos de Cultura / Vale Cultura, via acesso ao consumo direto da população) do financiamento público da Cultura no Brasil. Da minha parte, estou feliz em ter contribuído com esta construção. Que venha 2013! Um bom ano a tod@s
Célio Turino
PONTO DE CULTURA DE NOVA CRUZ
BOM NATAL para todos que nos veem , nos seguem, e um 2013 repleto de idéias espetaculares colocadas em práticas para benefício de NOSSA CULTURA.
É o desejo de todos os que fazem a Associação Amigos da Casa de Cultura de Nova Cruz - Ponto de Cultura "Revendo Nossas Origens".
É o desejo de todos os que fazem a Associação Amigos da Casa de Cultura de Nova Cruz - Ponto de Cultura "Revendo Nossas Origens".
Crimes da Nestlé são acobertados por autoridades e imprensa brasileira
As águas turvas da Nestlé: Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente, vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão
Há alguns anos, a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar a água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões. As águas minerais, de propriedades medicinais e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.
Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A desmineralização de água é proibida pela Constituição.
Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras, a PureLife é uma água química. A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando, por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos. O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido.
Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/08/crimes-da-nestle-sao-acobertados-por-autoridades-e-imprensa-brasileira.html
Ministra se reúne com diretora-geral da Unesco
Na manhã desta quarta-feira (05), a ministra da Cultura, Marta Suplicy, encontrou-se, em Paris, com a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.
Na conversa, ambas reforçaram a intenção de parcerias entre Brasil e Unesco: a ministra levou as felicitações da nossa presidenta, Dilma Rousseff, à Irina Bokova, que concorre à reeleição com apoio brasileiro. Irina reiterou sua admiração pela nossa presidenta e espera continuar e ampliar a cooperação com o Brasil.
Durante a reunião, a diretora-geral da Unesco entregou, em mãos de nossa ministra (foto), o título à cidade do Rio de Janeiro de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferido durante a 37ª Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, que aconteceu em São Petersburgo, na Rússia, em julho deste ano.O encontro faz parte da visita oficial que a ministra faz à cidade, entre os dias 5 e 9 de dezembro, para uma série de eventos que compreendem trocas de experiências e colaboração com a França.
Frevo é Patrimônio Imaterial da Humanidade
Em seguida, a ministra acompanhou aprovação do frevo à Lista do Patrimônio Imaterial da Unesco, no âmbito da 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental da Convenção do Patrimônio Imaterial. Marta discursou na Unesco em comemoração ao prêmio outorgado ao Brasil.
Economia Criativa
Irina Bokova convidou a ministra Marta Suplicy para atuar junto à Unesco com ênfase no viés da economia criativa, de um novo mundo; novas possibilidades, igualdade entre os povos. “Compartilho dessa opinião”, acentuou Marta.
A diretora-geral da Unesco fez convite para a ministra da Cultura do Brasil explicar os CEUs, conceito e ações de implantação, em maio, numa agenda que se desenvolverá na China. ”Se eu não for, deverá ir nossa secretaria Claudia Leitao”, detalhou ainda Marta. “Para Irina Bokova, cultura é um grande poder. Ela disse que demorou muito para as Nações Unidas entenderem a capacidade da cultura não só de unir povos, mas econômica. Concordo e acrescentei que no novo século que vivemos é o que há de mais moderno”, concluiu Marta.
A agenda de Marta ainda incluiu uma audiência com a ministra da Cultura e Comunicação da França, Aurélie Filippetti.
Ministras da Cultura da França, Aurélie Filippetti, e do Brasil, Marta Suplicy, no Ministério da Cultura e Comunicação da França, em Paris.
(Texto e foto: Montserrat Bevilaqua, Ascom/MinC) Fonte: Comunicação Social/MinC
Marta confere modelo inglês de ensino da arte
MinC trabalha para implantar nos CEUs das Artes e dos Esportes uma proposta pedagógica que estimule a criação
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, está em Londres, onde cumpre agenda oficial até a próxima terça-feira (4). Marta faz uma viagem de prospecção para a ação da Cultura nos grandes eventos esportivos do país em 2013 (Copa das Confederações), 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Olimpíada). Londres sediou a Olimpíada deste ano.
Neste domingo (2), esteve com a curadora da Royal Academy of Arts, Mary Anne Stevens. Visitou o espaço que, atualmente, traz como destaque a exposição Bronze, com peças de diversas épocas históricas e de praticamente toda parte do mundo.
Interação entre Museus e Escolas
Na Royal Academy of Arts, a ministra discutiu com a curadora Mary Anne Stevens as ações dos museus junto a escolas britânicas. O modelo de interação, na Inglaterra, contempla que as crianças olhem e conheçam arte, entendam e depois criem. É a linha que a ministra da Cultura entende que também pode basear o projeto brasileiro do Centro Unificado das Artes e dos Esportes (CEU das Artes e dos Esportes).
O Ministério da Cultura (MInC) se prepara para lançar dois pilotos dos CEUs ainda este mês, em Pato Branco e Toledo, no Paraná. No total, são 360 CEUs programados para todo o Brasil.
“A experiência de Londres é muito avançada”, comentou a ministra da Cultura, logo após o encontro com a curadora da Royal Academy of Arts.
Mary Anne Stevens explicou que a proposta pedagógica busca aguçar a criatividade. As escolas trabalham o planejamento de aulas de acordo com a programação dos museus. Grupos de não mais que 30 alunos visitam exposições para ver obras, conhecer técnicas de arte, participar de workshops e depois desenvolver seus trabalhos.
Marta pondera que essa ação poderia funcionar bem em grandes centros urbanos brasileiros, mas é preciso, com os CEUs, atingir também as populações que não têm essa mesma condição de acesso a museus. O modelo brasileiro ainda está em desenvolvimento. Mas, ações como essa praticada na Inglaterra nortearão suas diretrizes. “Temos de estimular a criatividade”, resume Marta Suplicy.
O Ministério da Cultura (MInC) se prepara para lançar dois pilotos dos CEUs ainda este mês, em Pato Branco e Toledo, no Paraná. No total, são 360 CEUs programados para todo o Brasil.
“A experiência de Londres é muito avançada”, comentou a ministra da Cultura, logo após o encontro com a curadora da Royal Academy of Arts.
Mary Anne Stevens explicou que a proposta pedagógica busca aguçar a criatividade. As escolas trabalham o planejamento de aulas de acordo com a programação dos museus. Grupos de não mais que 30 alunos visitam exposições para ver obras, conhecer técnicas de arte, participar de workshops e depois desenvolver seus trabalhos.
Marta pondera que essa ação poderia funcionar bem em grandes centros urbanos brasileiros, mas é preciso, com os CEUs, atingir também as populações que não têm essa mesma condição de acesso a museus. O modelo brasileiro ainda está em desenvolvimento. Mas, ações como essa praticada na Inglaterra nortearão suas diretrizes. “Temos de estimular a criatividade”, resume Marta Suplicy.
Leia também: MinC troca experiência com ingleses
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(Texto e Foto: Montserrat Bevilaqua)
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