Nossos adolescentes fazendo cultura

Grupo KINGS DANCE se apresentando na Concha Acústica da Praça de Eventos Mauro da Cunha Pessoa duante as comemorações do 03/12/2013
Apresentação do SCFV - Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos - da comunidade de LAGOA LIMPA na Concha Acústica da Praça Eventos Mauro da Cunha Pessoa

 

A Cultura está de volta!

ORQUESTRA DE VIOLINOS DE GOIANINHA na Concha Acústica da Praça de Eventos Mauro da Cunha Pessoa durante as festividades de aniverrio da emancipação politica de Nova Cruz em 03/12/2013

Agora é a vez da Anta brilhar na telona

Iniciado mais um curta em nossa cidades dessa vez um documentário sobre a origem da cidade. O elenco será formado pelos alunos da oficina contando com três componentes do  filme anterior: Afrânio Patricio, Ilvaíta M.Costa e Odon C. Crizanto.A equipe,como sempre,formada por Geraldo Cavalcante, mestre em roteiro  e Carlos Tourinho, cineasta .
Elenco definido, roteiro pronto, iniciamos as pesquisas de locações para as filmagens, figurinos e demais elementos cenográficos. Filmagens terão inicio amanhã dia 13/12/2013 com locações e tomadas na zona rural contando com a colaboração das pessoas das comunidades onde serão realizadas as tomadas . Desejamos Sucesso!

NOSSA PONTE E NOSSOS RIOS

Ponte Regis Bittencourt que dá acesso a entrada da cidade, via RN-120. 
Passa sobre o Rio Curimat
Rios Bujarí -à esquerda e  Curimataú à direita

A Arte de Dançar a Dois: Bolero

http://www.youtube.com/v/T5u8nmYZ6Es?autohide=1&version=3&showinfo=1&attribution_tag=0V6cQGFRGj7z8Gm6MCLqYw&autohide=1&autoplay=1&feature=share

A ideia e ótima , e se a moda pegar, vamos ser um país de nudistas



Justiça, no Bairro Palanca (Luanda)  
 
 
    cid:image001.jpg@01CABB7C.EC109910

Os ladrões são obrigados a devolver o bem furtado, completamente nus, e vão levando umas "chibatadas" pelo caminho.
Imaginem as ruas de Brasília etc., lotadas de desnudados, obviamente já conhecidos, com sacos de R$ nas costas, fazendo várias viagens, claro.

E com muitas "chibatadas" também!
 
 
de longe uma muito boa idéia!
 

Advinhou!!!

 Albert Einstein:

"Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade. O mundo só terá uma geração: de IDIOTAS."

Tomando um café...


Confraternizando no restaurante...


Desfrutando a beleza num Museu...

Conversa agradável num café...

Gozando um dia de praia...


No estádio a apoiar a equipa...


Divertindo-se com a namorada...


Apreciando a cidade num descapotável...

Mortalidade infantil no governo FHC chegou ao dobro do recorde mundial registrado na pior região da África

Posted: 24 Oct 2013 05:32 AM PDT

O tempo passa, e as pessoas já não se lembram. A mídia corporativa trata de encobrir com o imenso véu do esquecimento o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que quebrou o país, como Pedro renegou Jesus, três vezes.
Mas, uma antiga entrevista de Hamilton Octavio de Souza com o jornalista Aloysio Biondi, em novembro de 1999, sugestivamente intitulada "Mau-caratismo de FHC), publicada na Revista Adunicamp, nos ajuda a lembrar o que é um governo tucano, que com seus aliados, coligados ou não, ameaça voltar.
Adunicamp - O novo Plano Plurianual de FHC, denominado “Avança Brasil”, mantém as mesmas diretrizes do primeiro governo ou apresenta alguma novidade?
 Aloysio Biondi: Acho bobagem falar do plano “Avança Brasil”, acho melhor falar da política econômica total do governo que aí está. A gente vai acabar falando de política tributária que não existe, de política industrial que não existe, de política agrícola que não existe. Recentemente, os jornais publicaram um quadro sobre a liberação de verbas do governo em relação ao total previsto e, então, tem lá: reforma agrária, 25% do previsto; Proger, que é um programa de geração de renda, 0,5% do previsto. Essa história das cestas básicas, por exemplo, já em abril, num artigo meu publicado na Folha, eu falava sobre uma reunião que houve no Palácio do Planalto entre o Comunidade Solidária e todos os ministros, o Fernando Henrique anunciou um aumento de verba para a área social que continuava sendo absolutamente ridículo. A Folha tinha publicado, semanas antes, uma matéria dizendo que a seca aumentou a mortalidade no Nordeste. O texto dizia que a mortalidade infantil no sertão tinha chegado a 400 mortes para cada mil crianças até um ano, que era o dobro do recorde mundial registrado na pior região da África. Na matéria, a prefeita de uma cidade dizia que a situação era dramática porque a população não estava recebendo as cestas básicas e os pagamentos das frentes de trabalho estavam atrasados há três meses. Quer dizer, o que estava matando não era a seca, mas o corte no orçamento, o ajuste fiscal. Isso lembra o que dizia o Fernão Bacha no início do governo Fernando Henrique: ele falava que era bobagem ficar discutindo verbas com o Congresso, que o negócio era deixar aprovar o que quiserem, depois a gente segura. E ele dizia: basta fechar os olhos e tapar os ouvidos à gritaria e à desgraceira ao redor, que é o que esse governo está fazendo.

Adunicamp - E o assunto sumiu do noticiário.
Aloysio Biondi: Eu digo que a imprensa é cúmplice no genocídio, porque isso está acontecendo, as pessoas estão morrendo de fome no Nordeste, a seca jamais acabou, o governo reduziu as frentes de trabalho a um quarto, a verba de cestas básicas foi liberada apenas um quarto do previsto (25%). Inclusive saiu nos jornais que o pagamento de quem trabalhou nas frentes de trabalho em dezembro ainda não tinha sido pago até julho. Quer dizer, é a primeira vez que eu vejo um governo ter a coragem de dar calote no flagelado da seca que trabalhou em frente de trabalho.[Fonte]
Há mais nessa entrevista. Mas, por enquanto, deixo este pequeno trecho com essa informação poderosa, vergonhosa e abafada, esquecida. 400 crianças mortas em cada mil, porque o dinheiro foi para o plano elaborado por aqueles que vivem deitando falação por aí, Pedro Malan, Armínio Fraga, André Lara Resende, Pérsio Arida (este comentei aqui, recentemente, Ex-presidente do BC de FHC é contra crescimento econômico e a favor do aumento de juros e desemprego).

Eles ameaçam voltar, por isso, como um breve, porque este é um blog político, já tratei de declarar aqui, no dia 10, que em 2014, vou votar igualzinho a 2010. E você?

BLOG DO MELLO

Imprensa internacional repercute ação de resgate dos animais no Instituto Royal


O incrível resgate dos animais no Instituto Royal obteve repercussão internacional, com veículos de diversos países publicando notícias sobre este momento histórico da luta pelo direitos animais no Brasil.
O resgate de quase 200 animais aconteceu na madrugada desta sexta-feira (18) em meio ao protesto de mais de 150 ativistas em frente ao portão de entrada do Instituto. Parte do ativistas estava acorrentada ao portão desde sábado (12).
O argentino La Capital deu como manchete “Resgataram 200 cães de um laboratório”.
Segundo o jornal, “Um grupo de cerca de 100 ativistas que lutam contra os maus-tratos a animais invadiu pela madrugada de sexta-feira (18) o laboratório farmacêutico Instituto Royal, na cidade de São Roque, interior de São Paulo, e resgataram 200 cães da raça Beagle usados para testes em laboratório.”
Ativistas resgatam animais do Instituto Royal (Foto: Reprodução/La Capital)
Ativistas resgatam animais do Instituto Royal (Foto: Reprodução/La Capital)
O La Gaceta, periódico espanhol, noticiou o caso como “Quase 200 cães são salvos de laboratório ao serem libertados por ativistas”. Segundo o periódico, “Vário movimentos sociais e grupos de defesa aos animais espalharam pela internet imagens da ação realizada duranta a madrugada para libertar os cães da raça Beagle. Os responsáveis pela ação argumentaram que os animais eram usados em testes que o laboratório realizava para empresas farmacêticas e afirmaram que os levaram à clinicas veterinárias da região”.
Esta foi a imagem reproduzida no La Gaceta. (Foto: Reprodução
Esta foi a imagem reproduzida no La Gaceta. (Foto: Reprodução)
O italiano Green Me publicou “Assim como Green Hill [criadouro italiano que teve cães da Raça Beagle resgatados por ativistas] Instituto Royal tem centenas de cães libertados”.
“Assim como aconteceu no famoso Green Hill Montichiari, em 28 de abril de 2012, dia que tornou-se símbolo da luta pela libertação animal, esta noite no Brasil, alguns manifestantes invadiram o Instituto Royal, cerca de 60 km de São Paulo, e libertaram 200 animais, incluindo coelhos e cães da raça Beagle”, publicou.
Ação de ativistas brasileiros foi considerada igual a ação de ativistas italianos pelos direitos animais. (Foto: Reprodução)
Ação de ativistas brasileiros foi considerada igual a ação de ativistas italianos pelos direitos animais. (Foto: Reprodução)
O americano Al Nuevo Herald, maior jornal de língua espanhola no Estados Unidos, publicou a manchete “Ativistas pegam 178 cães de um laboratório farmacêutico no Brasil”. Também publicaram, “A ativista Giuliana Stefanini disse que ‘seis cães tinham tumores e estavam mutilados’ e acrescentou que ‘o que mais surpreendeu foi um cão sem os olhos’”. “Os ativistas asseguraram ter encontrado no laboratório vários fetos de ratos e um cachorro congelado em nitrogênio líquido”.
Seis pessoas foram feridas por balas de borracha durante protesto de ativistas dos direitos dos animais contra o Instituto Royal na rodovia Raposo Tavares.
Por Vinicius Siqueira 

Em momento histórico, mais de mil italianos invadem criadouro e salvam Beagles de testes

Posted: 29 Apr 2012 07:17 PM PDT

 Não foi meia dúzia de ativistas mascarados, foi a sociedade inteira

O que aconteceu neste sábado (28/04/12) na Itália mostra que os testes em animais não têm mais espaço no tempo de informação em que vivemos. Mais de mil pessoas participaram de uma enorme manifestação contra a empresa Green Hill, um criadouro multinacional que “fabrica” animais para testes em laboratórios ao redor do mundo.

À luz do dia, donas de casa e ativistas corriam abraçados aos animais

A multidão andou pelas ruas gritando e protestando contra a Green Hill e, quando chegou em frente ao criadouro de cães, simplesmente não parou. As pessoas ignoraram todos os avisos de propriedade privada e continuaram andando, escalando alambrados e cortando os arames farpados.

Aos poucos, filhotes, fêmeas esperando filhotinhos e cães maiores iam passando de mão em mão para uma nova vida, longe dos horrores dos laboratórios de testes. Ativistas e donas de casa corriam abraçados aos animais enquanto a polícia tentava dispersar a multidão.

Resultado

No fim do dia, 12 pessoas estavam presas e mais de 40 beagles estavam a salvo

Estima-se que existam mais de 2.500 beagles no criadouro da Green Hill, mas esta ação deixou bem claro que a sociedade italiana não vai mais tolerar a presença desta empresa que vive da tortura de animais em suas terras.

 Por quê Beagles?

Os cachorros da raça beagle estão entre os preferidos dos laboratórios que fazem testes em animais por seu porte pequeno e por serem muito mansos. Isos facilita o manuseio entre uma tortura e outra.


Fonte -  Vista-se

A ministra Marta Suplicy defendeu na manhã de hoje (3/10) Mais recursos do Pré-Sal para a Cultura


Cultura fortaleça fontes de financiamento a partir de recursos do Pré-Sal (reservas de petróleo a serem exploradas no litoral brasileiro). Lançou aos participantes do Encontro de Culturas Populares e Tradicionais 2013, evento que acontece no Sesc Itaquera, Zona Leste da capital paulista, que façam uma proposta a ser debatida na 3ª Conferência Nacional de Cultura, em novembro, em Brasília.
A ministra disse que as discussões a partir dos grupos de cultura tradicional, das autoridades municipais, estaduais e do governo federal que atuam na cultura podem ensejar uma proposta a ser defendida no Congresso Nacional.
"Gostaria muito que na 3ª Conferência Nacional de Cultura chegássemos muito juntos. Temos de ter uma estratégia para o Pré-Sal. Metade vai para a educação. E 50% vai ser dividido entre outras seis áreas. Nós temos de organizar bem! Com a ajuda dos estados, das capitais, vamos fazer alguma coisa juntos. A raiz da cultura brasileira apoiando, é certo que vamos conseguir!", discursou a ministra.
Aceitação
A ideia foi aplaudida pelos participantes do encontro. Na cerimônia com a ministra estavam presentes e falaram ao público a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, o diretor regional do SESC/SP, Danilo Santos de Miranda, o presidente de honra do Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais, Mestre Alcides; o Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, Juca Ferreira, e o secretário estadual Marcelo Araujo.
Também presentes no evento o secretário de Políticas Culturais, Américo Córdula, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, mestres e mestras da cultura popular, lideranças indígenas, quilombolas, artistas, gestores culturais, representantes da sociedade civil nos conselhos e colegiados de cultura e o público interessado no tema.
O evento teve início no dia 1º e se estenderá até o dia 6 de outubro, próximo domingo. Esta é a 7ª edição do encontro tem a finalidade de avaliar as políticas públicas de cultura implantadas nos últimos dez anos e de propor diretrizes para o fortalecimento das ações.
A iniciativa foi concebida pela Rede Nacional de Culturas Populares e é executada pelo Ministério da Cultura e vários parceiros, com apoio da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Inclusão na Ensino Superior (INCT) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Sesc.
Homenagem
Logo na chegada, a ministra recebeu de Lucas Alves uma gola de Maracatu, vestimenta típica, símbolo do folguedo mais forte da zona canavieira e também um mamulengo. Marta ficou agradecida com a homenagem, vestiu a roupa imediatamente. Disse: "Colocar essa roupa é muito emblemático! Ela vai ficar comigo, no meu gabinete!"
Além de tratar da pauta do encontro (discussão sobre culturas populares), em sua fala ao público, a ministra Marta destacou que hoje o Ministério da Cultura trabalha sob três eixos: aprovar leis estruturantes para o setor (Vale-Cultura, PEC da música, fiscalização do Ecad, entre elas), inclusão (com editais para negros, indígenas, ciganos, mulheres e outras ações) e ampliação do "soft power" brasileiro.
Leandro A. Oliveira

DAMOCRACY - O FILME

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Realizado durante o ano de 2012, o filme Damocracy mostra a realidade e as lutas dos atingidos pelas hidrelétricas de Belo Monte, no Brasil, e de Ilisu, na Turquia, e desconstrói o mito de que a hidreletricidade é uma energia limpa. Assim como Belo Monte, a história do barramento do rio Tigre na região de Ilisu data da década de 1980, quando o governo turco iniciou o projeto da hidrelétrica, com capacidade projetada de 1.200 megawatts. Desde então, da mesma forma que Belo Monte, a usina é foco de uma intensa batalha judicial em função dos seus enormes impactos, principalmente a inundação e destruição de um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo: a vila de Hasankeyf. Dirigido pelo premiado documentarista canadense Todd Southgate, narrado em português pela atriz Letícia Sabatella e produzido pela organização turca Doga Denergi, com apoio das ONGs International Rivers e Amazon Watch e do Movimento Xingu Vivo para Sempre, o filme traça paralelos sobre os impactos dos dois projetos nas populações locais e o meio ambiente, colocando em cheque o discurso que aponta a hidreletricidade como fonte de energia limpa.

Matilha Cultural 

VIOLEIROS

1º Festival de Cantoria de Viola
O Ponto de Cultura, a Casa de Cultura e o Poeta Domingos Matias, realizarão nesse sábado dia 17 na Casa de Cultura o 1º Festival de Cantoria de Viola, onde estiveram presentes varias duplas de repentistas da Paraíba e Rio g. do Norte.
De acordo com o regulamento do Festival ouve uma disputa entre as duplas, onde não só ouve ganhador e nem perdedor mais sim um grande evento de repente e improviso, a nossa participação nesse evento foi de apoiar a cultura local para que a mesma não desapareça que o que esta acontecendo em Nova Cruz.
Apoios: Sinte/RN, Prefeitura de Nova Cruz/RN.

I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA



Finalmente! Nova Cruz realizou sua I Conferência Municipal de Cultura. O evento aconteceu no auditório do CNSC e contou com a presença de 90 pessoas, quórum suficiente para a realização do evento dia 02/08/2013.
Sob orientação do Minc, foram abordados 4 Eixos: 
1 - Implementação do Sistema Municipal de Cultura;
2 - Produção Simbólica e Diversidade Cultural;
3 - Cidadania e Direitos Culturais;
4 - Cultura e Desenvolvimento. 
Após os esclarecimentos e discussões necessários foi realizada a leitura do Regimento Interno da Conferência e em seguida apresentações culturais.
Uma performance de Boi de Reis do Grupo Nômades , de Nova Cruz e uma apresentação do Grupo Bonecas de Pano, de Brejinho.

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CÂMARA DOS DEPUTADOS

Comissão de Cultura - CCULT



Of.Pres. nº 045/2013/CCULT                                        
Brasília, 27 de maio de 2013.


Ao Ilustríssimo Senhor
MARCELO MANZATTI
Rede das Culturas Populares e Tradicionais


 Assunto: Convite para participação em reunião de audiência pública


Prezado Senhor,

A Comissão de Cultura aprovou, em reunião realizada dia 24/04/13, o Requerimento n.º 24/13, de autoria do Deputado Evandro Milhomen, que propõe a realização de Audiência Pública para debater o Projeto de Lei nº 1.176, de 2011, que “institui o Programa de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres das Culturas Populares”.
Tenho, pois, a grata satisfação de convidar Vossa Senhoria para participar do evento, como palestrante, a realizar-se dia 11 de junho, terça-feira, às 14h, em Plenário a ser definido, no anexo II da Câmara dos Deputados. A participação de Vossa Senhoria é fundamental nesse debate.
 Agradeço desde já e solicito a confirmação da presença pelos telefones: (61) 3216-6942 / (61) 3216-6945 - e-mail: ccult.decom@camara.leg.br.
Atenciosamente,
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Jandira Feghali
Deputada Federal
Presidenta da Comissão










-- 

MINISTÉRIO DA CULTURA
SECRETARIA DE POLÍTICAS CULTURAIS
DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO PARA A CULTURA
RELEASE PROGRAMA MAIS CULTURA NAS ESCOLAS

O Ministério da Cultura e o Ministério da Educação lançam no dia 21 de maio o Programa “Mais Cultura nas Escolas”, para reconhecer a escola como espaço de circulação e produção da diversidade cultural brasileira.
Mais Cultura nas Escolas vai promover o encontro de iniciativas culturais e projetos pedagógicos de escolas públicas de todo o Brasil. Artistas, grupos e mestres de cultura popular e tradicional, arte educadores, cinemas, pontos de cultura, museus, bibliotecas e outras iniciativas culturais agora podem elaborar projetos em parceria com escolas públicas em todo o país, dialogando com seus projetos pedagógicos. Podem participar iniciativas culturais representadas por pessoa física ou jurídica.
Os projetos culturais deverão prever duração entre 6 (seis) e 10 (dez) meses, orientandos por eixos temáticos propostos pelo Mais Cultura nas Escolas, voltados, entre outros temas, para a criação e circulação de teatro, audiovisual, música, dança, artes visuais, circo; diálogos com tradições orais, culturas indígenas e cultura afrobrasileira; residência e experimentação artística nas escolas; atividades em museus, pontos de cultura, cinema e outros espaços culturais.
Em 2013, R$ 100 milhões para financiar 5 mil projetos contemplados na primeira fase do programa. Cada um deles receberá valores entre R$ 20 mil e R$ 22 mil, calculados conforme o número de alunos matriculados na escola, que poderão ser gastos também na contratação de serviços culturais necessários às atividades artísticas e pedagógicas. Os recursos serão repassados direto às escolas via PDDE/ FNDE (Programa Dinheiro Direto na Escola/ Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
Poderão inscrever projetos cerca de 34 mil escolas ativas nos Programas Mais Educação  e Ensino Médio Inovador (MEC) até 2012. As inscrições são feitas por meio do SIMEC (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação). Tanto iniciativas culturais como escolas poderão inscrever somente um único projeto, elaborado conjuntamente com um(a) única parceira(o). As inscrições vão até 30 de junho.
Para maiores informações, acesse:
Lista das escolas participantes e outras informações em http://www.cultura.gov.br/maisculturanasescolas
Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail maisculturanasescolas@cultura.gov.br.


Programa Mais Cultura nas Escolas
Diretoria de Educação e Comunicação para a Cultura
Secretaria de Políticas Culturais
Ministério da Cultura

TÔ FICANDO VELHO!



Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que
sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje,
minha senhora.
Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se
preocupou adequadamente com o ambiente.
 Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
 Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
 Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
 Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
 Canetas: recarregávamos com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra. Amolávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
 Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
 Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Agora que você já leu o desabafo, envie para os seus amigos que têm
mais de 50 anos de idade , e para os merdas que tem tudo nas mãos e só
sabem criticar os mais velhos.

INVENÇÃO DE ALTA UTILIDADE



David Wilson, um professor do Massachusetts Institute of Technology bolou essa belezura de churrasqueira que dispensa o uso de lenha, carvão, gás ou energia elétrica para funcionar.
A engenhoca de aparência futurística, serve tanto para grelhar, cozinhar ou aquecer alimentos, como serve também como aquecedor de ambientes, utilizando-se para isso apenas a energia solar.
rende uma autonomia de cerca de 25 horas entre cada recarga.
Isso significa que a energia armazenada num único dia de sol pode ser utilizada durante toda a noite e no dia seguinte também, favorecendo à agradável atividade de se cozinhar ao ar livre nas grandes cidades e atendendo especialmente as necessidades das comunidades situadas nas regiões rurais e longínquas.

SEMPRE ATUAL

UBUNTU: eu sou porque nós somos



“Um antropólogo fez uma brincadeira com crianças de uma tribo africana. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que o primeiro que chegasse junto a árvore ganharia todas as frutas. Dado o sinal, todas as crianças saíram ao mesmo tempo e de mãos dadas! Então sentaram-se juntas para aproveitar da recompensa. Quando o antropólogo perguntou porquê elas haviam agido dessa forma, sabendo que um entre eles poderia ter todos os frutos para si, eles responderam: Ubuntu, como um de nós pode ser feliz se todos os outros estiverem tristes?
UBUNTU na cultura Xhosa significa: “Eu sou porque nós somos”
“Um antropólogo fez uma brincadeira com crianças de uma tribo africana. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que o primeiro que chegasse junto a árvore ganharia todas as frutas. Dado o sinal, todas as crianças saíram ao mesmo tempo e de mãos dadas! Então sentaram-se juntas para aproveitar da recompensa. Quando o antropólogo perguntou porquê elas haviam agido dessa forma, sabendo que um entre eles poderia ter todos os frutos para si, eles responderam: Ubuntu, como um de nós pode ser feliz se todos os outros estiverem tristes?
UBUNTU na cultura Xhosa significa: “Eu sou porque nós somos”

Ministério da Cultura lança hoje nova versão da ferramenta Salic web


A partir de  06/05/2013, os produtores terão uma ferramenta mais moderna para inserir, acompanhar e prestar contas dos seus projetos culturais. A nova versão do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) trará inúmeras facilidades e benefícios aos seus usuários, já que todas as fases de tramitação, desde a admissibilidade até a prestação de contas, passam a ser automatizadas.
As principais mudanças são de âmbito tecnológico, conferindo maior dinamicidade ao processo e garantindo menor tempo de resposta à ação do usuário. Todas as comprovações financeiras e físicas, solicitações de readequação, fiscalização e acompanhamento do projeto passam a se dar de forma eletrônica.
O novo sistema também trará melhor navegabilidade. As novas funcionalidades de gerenciamento fazem com que o antigo espaço do proponente se transforme em um escritório virtual. Essa medida permitirá ao proponente fazer a gestão do projeto via sistema, dispensando controle paralelo e, em muitos casos, a contratação de consultoria para a execução do projeto.
Execução em tempo real
Ao MinC, permitirá acompanhar a execução em tempo real, com intervenção imediata, caso apareça alguma inconsistência, reduzindo com isso seu tempo de resposta.
“São inúmeras melhorias que diminuirão o tempo de análise, simplificarão os fluxos de trabalho, reduzirão a quantidade de papel emitido e tornarão o processo mais seguro”, disse o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), Henilton Menezes.
A nova versão do Salic foi uma iniciativa do MinC através da parceria entre a Sefic com a Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração. Continue lendo no Portal do MinC.
Fonte: Ascom/MinC

Ainda Construindo a Diáspora



De uma coisa sabemos, os povos africanos são os mais antigos, da terra, a sabedoria que deles emana, vem fundada numa autoridade de milênios de vivência, e nós somos herdeiros desse povo temos a responsabilidade de cultuar e perpetuar sua memória, nos prepararmos intelectualmente pois estamos falando de nada nada menos do que uma filosofia como outra qualquer, ainda que seja anterior ao próprio conceito etimológico da palavra amiga da sabedoria, bem que num exercício anacrônico qualquer filosofo\ sacerdote ou\ e adepto das religiões de matriz africanas poderia hoje se valer das palavras do filosofo ocidental Pierre Fougeryrollas que afirmava " Jamais foi tão grave quanto hoje o perigo de uma extinção da filosofia, Jamais foram tão grandes a necessidade de um novo ímpeto filosófico e as chances de um novo surto do pensamento filosófico, essas reflexões nadam em mim desde o período que tive nos bancos da Puc as primeiras aulas sobre "educação religiosa" que dependendo da sua sorte" e do professor que poderia apontar um caminho, ou lhe entregar a resposta pronta, felizes aqueles que tinham os caminhos iluminados para que simplesmente passássemos…eu estava recém-iniciada e todo conteúdo teológico ora das disciplinas religiosas, ora das disciplinas eletivas me remetiam ao meu momento religioso, solitário,embora toda os discursos científicos, filosóficos e espiritual fossem conduzidos à luz do cristianismo..Sempre! mesmo quando não aparentava. 
É triste a constatação que os resquícios das teorias hegelianas, que afirmavam a falta de objetividade sólida que merecesse o status de História com H maiúsculo de Herodoto, "pai da história" há controvérsias ( assim como na medicina, astrologia…) ainda sobrevivem mesmo nas Universidades de conceito" A", A de tudo menos de África, a grande dificuldade reside na ausência de disciplinas, cursos de formação inicial e continuada, materiais didáticos ( que existe em todas as formas e em todas possibilidades) paradoxalmente o berço da civilização se sobrepõe ao berço da humanidade, a Arché grega (o principio, começo) sobrepôs a igbadu (o principio, a cabaça que nos sustenta) a negação do passado cientifico e tecnológicos dos povos africanos e a exacerbação do seu caráter "lúdico" sustentou e sustenta todos os estereótipos vindos dessa constatação( há ainda as que são baseadas em "lendas" bíblicas) porque vindo da Europa é escritura sagrada, vindo da África é lenda, superstição…- pra mim,Pau que dá em Chico dá em Francisco- A necessidade do "Religare" base de todas as religiões não faz sentido nenhum Para um ser dessa
origem, Culto à Orisà (orixá) não era religião, era como diz stuart Hall a "interligação das praticas cotidianas"…necessárias como comer, é Africano come! então pra que religare? para que religar-se ao que não desconecta? Quando estamos ajoelhados diante de uma árvore, não adoramos à arvore, adoramos o Deus que a criou e a divindade que nela reside, somos conduzidos pelos mitos, na minha tradição chamados de Itans, versos sagrados que resguardam o multi-universo do conhecimento da tradição yorubá, os que nascem na hora do desespero humano, com a intenção de confortar nos momentos difíceis consolando na derrota e encorajando na luta…
Os mitos greco-romanos receberam a medalha dos fundadores e inspiradores de arquétipos culturais , a psicologia por exemplo se utiliza da mitologia grega para caracterizar fenômenos psicológicos, complexo de édipo, electra… então onde mora a diferença? na cor do mito?? mas eles, os mitos não se confrontam pois intenção deles, tanto européia como os Africanos, seria de abordar instintos humanos, como o poder do amor, do ciúme, da ansiedade, o conflito de gerações, violência, abandono, tristeza contos de homens-deuses, deuses-homens revelam nosso humano mais profundo…hoje por que nossos ancestrais passaram por "aquela barbárie" o trafico que ainda hoje vivenciamos a escassez de iniciativas oficiais em relação a memória do Trafico…Ah, você não lembra??? eu sei por isso foi contra as cotas…aquelas que deram certo.é fundamental o nosso religare…e lutamos por isso, E latente em nós, grita nos nossos cabelos, nas nossas marcas ritualísticas, na dança, no som do atabaque,na saia que roda ao som do Jongo, da capoeira, do Sire…no nosso cabelo raspado…na nossa necessidade de voltar e construir, se reconstruir, toda iniciação é uma reconstrução de uma historia perdida no tempo…na ignorância…precisamos resgatar nossas raízes para encontrarmos nossas asas e nossas historias , lembro-me de um espetáculo, Um dos mais emocionantes que assisti até hoje, intitulado "candaces" quando um texto dizia, gritava:…as historias não são contadas quando não existem quem as contem, quando as vozes não são ouvidas , quando as vozes são caladas, quando ouvidos não conseguem escutá-las quando ouvidos não entendem, o que escutam, temos muitas historias pra contar…" A pergunta é vamos conviver ou vamos continuar inventando nosso mundo paralelo???, um mundo que não se importa se você esta achando meu cabelo feio, se o nome do meu filho é feio! Se minha roupa está extravagante, estamos resignificando os nomes dos nossos filhos, estamos resignificando nosso casamento, nossas amizades…estamos nos baseando na física Quântica… vamos ouvir os conselhos de orumilá...vamos conviver…porque é uma ida sem volta…Não vamos perdoar mais!! mesmo que novamente o Papa peça-nos perdão…evite a necessidade do perdão, respeite-nos, respeite nossa dignidade, nossa honra, nossa religiosidade! senta aí levanta não! vamos conversar…

Relatório expôs a situação de penúria e exploração em que viviam os índios sob os cuidados do SPI


Descoberta de documento que permaneceu oculto por mais de quatro décadas expõe como funcionou a política de corrupção, violência e extermínio do Serviço de Proteção aos Índios antes e durante a ditadura
O Serviço de Proteção aos Índios (SPI), representado por Flávio de Abreu, chefe da 6ª inspetoria, localizada em Mato Grosso, vendeu a pequena índia Rosa, 11 anos, em plena hora da escola. Ela e as colegas bororos foram obrigadas a parar os estudos e formar fila. Abreu estava acompanhado por um sujeito chamado Seabra, que escolheu a índia que queria para si. A vida de Rosa foi entregue a Seabra pelo funcionário público como pagamento pela construção de um fogão de barro em sua fazenda. Ao pedir clemência a Abreu, o pai da menina foi covardemente surrado. A denúncia, que expõe a institucionalização da violência contra os índios no Brasil, faz parte do Relatório Figueiredo, um documento de mais de sete mil páginas produzido pelo procurador federal Jáder Figueiredo entre 1967 e 1968 a pedido do extinto Ministério do Interior. O trabalho mostra a corrupção endêmica, os métodos de tortura e escravização e a exploração do patrimônio indígena por funcionários do extinto SPI – órgão antecessor à Fundação Nacional do Índio (Funai).
Trechos dodocumento: denúncias de violência contra os índiosTrechos do documento: denúncias de violência contra os índios
Depois de quatro décadas longe do escrutínio público, o relatório foi finalmente redescoberto pelo pesquisador Marcelo Zelic, vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais, de São Paulo. Ele procurava há tempos o documento, mas o encontrou, por acaso, no arquivo do Museu do Índio, no Rio de Janeiro (leia quadro abaixo). Com o AI-5, o material ficou esquecido nos arquivos da Funai. Inclusive, muitos pesquisadores acreditavam que ele teria sido perdido em um incêndio no Ministério da Agricultura – na verdade, a tragédia aconteceu às vésperas da Comissão de Inquérito de Figueiredo. Agora, uma cópia está com o grupo de trabalho “Graves Violações de Direitos Humanos no Campo e/ou Contra Indígenas” da Comissão Nacional da Verdade.
Jáder Figueiredo foi uma figura ímpar, que desagradou a esquerda e a direita. Apesar de ter sido destacado para o trabalho pelo general linha-dura Albuquerque de Lima, que à época ocupava a pasta do Interior, a gravidade de suas acusações – que vão de desvio de recursos e venda de terras indígenas a assassinato, prostituição de índias e trabalho escravo –, colocaram-no contra o próprio regime militar. Foram muitos os esforços para mitigar a repercussão do escândalo no Exterior. As denúncias chegaram a ser destaque no jornal americano “The New York Times” e na revista alemã “Der Spiegel”. Um documento confidencial da Aeronáutica, de 26 de outubro de 1970, localizado pelo grupo Tortura Nunca Mais, afirma que “o fluxo de informações contra o Brasil no Exterior é constante e se faz em larga escala”. Logo abaixo, diz que “o trabalho relativo à ‘matança de índios’ foi completamente neutralizado e desmoralizado face às atividades das autoridades brasileiras”. Não é de se estranhar, portanto, que o Relatório Figueiredo tenha ficado mais de quatro décadas esquecido no arquivo da Funai, cuja criação em 1967 coincide com a extinção do SPI. “Evidentemente, o fato de ele ter permanecido oculto nas bases de dados da história brasileira foi intencional”, diz o professor Fernando Antonio de Carvalho Dantas, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás.
Jáder Figueiredo Júnior com a foto do pai Jáder Figueiredo Júnior com a foto do pai
Mesmo tendo sido responsável por uma crise dentro do regime, Figueiredo também é visto com reticências pela esquerda, justamente por ter servido, na condição de funcionário público, aos interesses do Ministério do Interior. A psicanalista Maria Rita Kehl, membro da Comissão Nacional da Verdade e coordenadora do grupo de trabalho que estuda violações contra indígenas, é cautelosa ao comentar o documento: “Teremos de procurar na história daquele momento outros subsídios para poder avaliar se o relatório não prejudica funcionários acusados injustamente só porque eram contra a ditadura”, diz. Para o pesquisador Marcelo Zelic, é preciso lembrar, no entanto, que as primeiras denúncias que dão origem à Comissão de Figueiredo são levantadas em duas CPIs anteriores, instauradas ainda durante o governo de João Goulart. Além disso, a maior parte dos crimes apontados por ele ocorreram depois do golpe de 1964. “Até pode haver casos de perseguição em meio aos 131 acusados que aparecem no relatório, mas você não pode generalizar e desmerecer um trabalho dessa magnitude”, diz.
O Relatório Figueiredo repercutiu no "The New York Times",o que desagradou o governo na épocaO Relatório Figueiredo repercutiu no “The New York Times”,o que desagradou o governo na época
Isso explica a marginalização política de Figueiredo e de seu relatório, que deu origem a uma CPI e gerou dezenas de inquéritos policiais dos quais ainda não se tem notícia. Hoje, grande parte do trabalho de resgate da figura do procurador está nas mãos de seu filho, o advogado Jáder Figueiredo Correia Júnior. “Meu pai passava semanas sem se comunicar”, conta. Foram visitados 130 postos indígenas em 18 Estados – uma viagem de 13 mil quilômetros pelo Brasil. A família, que sempre viveu em Fortaleza, no Ceará, conviveu por muito tempo com ameaças. “Mesmo assim ele seguiu com o trabalho. Era destemido e incorruptível e por isso contrariou o interesse de grandes políticos da época”, diz. Figueiredo morreu em 1976, aos 53 anos, em um acidente de ônibus. Vivia, segundo o filho, frustrado por pouco ter sido feito contra os acusados e pela continuação dos crimes.
Figueiredo rodou mais de 13 mil quilômetros no Brasile testemunhou violações contra povos indígenas
Figueiredo rodou mais de 13 mil quilômetros no Brasil e testemunhou violações contra povos indígenas
A redenção do procurador deve acontecer agora, com a redescoberta do documento que tem implicações até no presente. Segundo Cléber Cesar Busatto, secretário-executivo do Conselho Missionário Indigenista, o Ministério Público já anexou o documento aos autos do processo que pede a demarcação do território dos cadiueus, em Mato Grosso do Sul. Figueiredo, no documento, afirmou: “Estima-se em 800 mil hectares a área dessa imensa propriedade, não demarcada e hoje totalmente em poder de fazendeiros que se beneficiam de arrendamentos ilegais”. “Sem dúvida o relatório será usado como instrumento em outras disputas”, diz Busatto.
Ou seja, apesar dos esforços para apagar a verdade das violações, o relatório é um instrumento importante para esclarecer o passado. “A história dos direitos dos povos indígenas será recontada a partir do relatório”, diz o professor Dantas, ressaltando que os crimes nunca foram apagados da memória dos povos e das pessoas que lutam pelos índios no País. Segundo o antropólogo Carlos Augusto da Rocha Freire, coordenador de Divulgação Científica do Museu do Índio, no Rio de Janeiro, são justamente essas memórias que ajudarão a reconstruir o que falta dessa história – 533 páginas, que representam 7% do documento, ainda estão desaparecidas. Freire diz que a repercussão internacional do Relatório Figueiredo fez com que a questão indígena fosse amplamente discutida, mas não impediu que a Funai repetisse a estrutura do SPI e adotasse uma política que dizimaria povos como os Paraná, afetados pelo projeto econômico desenvolvimentista da ditadura. “Se os velhos sertanistas e indigenistas, além das velhas lideranças indígenas, começassem a escrever suas memórias, fizessem entrevistas relatando o que viram e ouviram, e os índios incrementassem suas narrativas sobre o que sofreram nesses anos, os brasileiros, certamente, poderiam vir, agora sim, a descobrir um outro Brasil.”
Laura Daudén e Natália Mestre – IstoÉ Independente