Histórias da Fundação da Cidade de Nova Cruz



A LENDA -Era o inicio do século XVI quando surgiu um núcleo populacional às margens do rio Curimataú resultado da instalação de uma hospedaria pertencente aos primeiros moradores que ali chegaram.A hospedaria destinava-se ao descanso dos boiadeiros vindos dos estados da Paraíba e Pernambuco quando por ali passavam com seus rebanhos.O crescimento da povoação foi aumentando e muitos boiadeiros que por ali passavam acabaram fixando moradia. No inicio o povoado foi chamado de Urtigal, segundo historiadores, pela grande quantidade de urtigas existente no local. Logo depois, em virtude de alguns fatos ocorridos naquela localidade,narrados pelo historiador Manoel Dantas que diz que: "Existia no território uma anta com espírito maligno. Em determinado dia, um astuto caçador conseguiu prender o animal numa armadilha. Na ânsia de tirar o "feitiço"da anta, o caçador decidiu esfolar o animal ainda vivo.Mas logo no primeiro talho, a anta conseguiu escapar deixando um pedaço de sua pela na mão de seu algoz e sumiu mato adentro tornando-se o terror daquelas paragens, assombrando a população que sem conhecer outra forma de dominação, passaram a denominà-lo Anta Esfolada. Um missionário da Ordem dos Capuchinhos conhecedor das artes diabólicas e do exorcismo, percebendo que o demônio fazia mal àquela terra através do corpo da anta, mandou vir de Santa Cruz, madeira de Inharé com a qual fez uma cruz e chantou-a na vereda mais alta do povoado local onde a anta costumava passar e assustar os habitantes locais.Graças a esse missionário, o Frei Serafim de Catânea, a anta numca mais voltou para assustar a população e o povoado foi denominado definitivamente de NOVA CRUZ.

A HISTÓRIA REAL

Historicamente a povoação de Anta Esfolada pertencia ao Municipio de Vila Flor.Fora criado o Distrito de Paz pela resolução nº 100 de 27de outubro de 1843. Em 20 de outubro de 1846,foi anexado do Municipio de Goianinha. Em 1855 por um ato voluntário dos vigário de Serra de São Bento, trazem a sede do municipio para Nova Cruz mesmo sem autoridade judiciária e econômica funcionando "de fato",sem credencial legitimadora da legislação provincial da época e permissão expressa e indispensável do bispo diocesano. A partir de 1856 pela resolução 246 de 21 de março de 1852, as eleições e os atos administrativos são realizados em Nova Cruz. A Lei 487 de 26 de abril de 1860, desmembrou Nova Cruz do Municipio de Penha, antiga Vila Flor, reunindo-a ao Municipio de São Bento. Em 12 de março de 1868,pela Lei 609, Nova Cruz é elevada a Vila de Nova Cruz. Finalmente, a 03 de dezembro de 1919, pela Lei 470, Nova Cruz torna-se da décima terceira cidade do Rio Grande do Norte.


Informações obtidas por Ilvaíta Maria Costa.


Um comentário:

Wanderson Silva Azevedo disse...

Acho muito importante conhecermos como suriu nossa querida terra sob o foco lendário e sob o foco jurídico. Mas também acho que deveriam haver mais estudos, ou se eles existem que sejam mais divulgados, sobre o surgimento e desenvolvimento do comercio local e das ruas da cidade, assim teríamos uma visão mais completa do surgimento e evolução desta terra chamada de NOVA CRUZ, a Rainha do Agreste